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A verdade morreu? O mercado de atenção em colapso.

Se você visse um vídeo de pessoas chorando de alegria, agradecendo aos Estados Unidos por terem “libertado” o país delas… você acreditaria?

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Miguel Lannes Fernandes
jan 09, 2026
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Fala aí, belesma.

Deixa eu te propor um exercício rápido. Se você visse um vídeo de pessoas chorando de alegria, agradecendo aos Estados Unidos por “libertarem” seu país... você acreditaria?

Segura essa pergunta. Ela é o fio condutor do que está acontecendo agora.

Recentemente, circulou um vídeo de supostos venezuelanos emocionados com a captura de Nicolás Maduro. O post bateu milhões de visualizações, compartilhado por políticos e grandes perfis.

O detalhe: o vídeo é 100% gerado por inteligência artificial.

Mas não é um deepfake perfeito. É tosco. É o que o mercado já chama de “IA Slop” (o “chorume” da IA). E, mesmo sendo mal feito, ele cumpriu sua missão.

Eu gravei um vídeo no Youtube sobre, assista abaixo e não esqueça de comentar:

Por que a qualidade não importa mais?

Muita gente ainda acha que a ameaça da IA está no realismo cinematográfico. Errado. O problema não é a estética, é o modelo:

  • Custo de produção: Praticamente zero.

  • Custo de distribuição: Já era baixo, agora é irrelevante.

  • Volume vs. Precisão: A IA transforma a desinformação de “campanha isolada” em infraestrutura permanente.

No fim das contas, a distribuição vence a qualidade. Se o conteúdo diz exatamente o que o público quer ouvir, o cérebro desliga o filtro crítico. A pergunta deixa de ser “Isso é verdade?” e passa a ser “Isso serve ao meu lado?”.

O Cenário Brasil 2026

Entramos neste ano com mais de 180 milhões de brasileiros online. Mas aqui mora o perigo: o alcance é gigantesco, mas a resiliência não é homogênea.

Muita gente tem conexão, mas pouca gente tem a capacidade (ou o tempo) de checar fontes e comparar versões. Em ano eleitoral, isso é dinamite pura.

O erro de leitura: O risco não é o “deepfake perfeito”. É o “deepfake suficiente”. Aquele áudio tosco no WhatsApp ou a imagem sintética que viraliza minutos antes de uma votação. Quando a checagem chega, o estrago já foi feito.

Do Político ao Corporativo: O Risco Operacional

Se você é líder ou CEO, atenção:

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